O Twitter anunciou ontem, no seu blog, que desenvolveu uma forma de censurar mensagens apenas num país, de modo a respeitar as leis específicas de cada nação. Até agora, sempre que o Twitter removia uma mensagem ela desaparecia por completo da sua rede – mas a partir de ontem, as mensagens censuradas serão banidas apenas no país em questão, permanecendo visíveis no resto do mundo.
Com cerca de 100 milhões de utilizadores, o Twitter está a tentar expandir-se para novos países com o objetivo de atingir a marca dos mil milhões. Só que, para isso, terá de ter em conta as leis específicas de cada país.
“À medida que continuamos a crescer internacionalmente, entraremos em países que têm ideias diferentes acerca da liberdade de expressão. Algumas são tão diferentes das nossas que não poderemos existir lá. Outras são semelhantes mas, por razões históricas ou culturais, restringem alguns tipos de conteúdos, como em França e na Alemanha, onde os conteúdos nazistas são banidos”.
O Twitter irá publicar um aviso de censura sempre que remover um tweet, à semelhança do que o Google faz. Além disso, a companhia também pretende partilhar todos os pedidos de remoção que receber de governos, companhias e indivíduos, através do site chillingeffects.org, de modo a manter o máximo de transparência no seu funcionamento: “um dos nossos valores fundamentais enquanto companhia é defender e respeitar a voz de cada utilizador. Tentamos manter o conteúdo disponível sempre que podemos e onde podemos, e seremos transparentes com os utilizadores quando não o pudermos fazer. Os tweets têm de continuar a circular”.
Com quase 6 anos, o Twitter é um dos instrumentos de comunicação mais poderosos do mundo – basta recordar o papel que teve na revolução egípcia, o ano passado.
Fontes: Huffington Post
Goste-se ou não, a Timeline vai passar a fazer parte de todos os perfis no Facebook. E não deverá demorar muito. Quando isto acontecer, os utilizadores irão dispor de 7 dias para organizar a sua página antes das mudanças se tornarem definitivas e ficarem à vista de todos. Assim, Keith Wagstaff, da Time, reuniu 5 dicas para quem não quer ser apanhado de surpresa pela Timeline.

As redes sociais podem ser maravilhosas para as marcas, permitindo chegar a milhões de pessoas, num instante, a custo zero. Por isso, quando as campanhas sociais correm bem, correm mesmo muito bem. O problema é que o mesmo se aplica quando as coisas não resultam como era previsto – e quando correm mal, correm mesmo muito mal.
Não faltam exemplos de campanhas nas redes sociais que levaram marcas ao desespero. O mais recente pertence à McDonald’s e transformou aquilo que deveria ser uma oportunidade de mostrar o lado mais saudável e humano da cadeia de fast food num verdadeiro repertório de histórias de terror.
Tudo começou no dia 18 de janeiro, quando a McDonald’s lançou uma série de tweets, no seu perfil, com a hashtag #MeetTheFarmers, onde apresentava as histórias e as pessoas por detrás dos vários ingredientes que compõem o seu menu: Frank e as suas batatas, Dirk Giannini e as alfaces e Steve, o fornecedor de carne.


Foi quanto bastou para, em apenas minutos, o Twitter ser inundado com mensagens com a mesma hashtag. Só que, em vez de clientes satisfeitos, o que a McDonald’s encontrou foi um sem-fim de histórias de terror e comentários muito pouco simpáticos acerca das experiências dos tweeters nos seus restaurantes – incluindo histórias sobre unhas nos hambúrgueres e declarações de quem “preferia comer diarreia” a comer McDonald’s.






Duas horas depois de a McDonald’s ter colocado o seu primeiro tweet com a hashtag #McDStories, a cadeia percebeu que a campanha estava, basicamente, arruinada. O diretor de social media da McDonald’s acabou mesmo por emitir um comunicado, mais tarde:
“Na quinta-feira passada, planeámos usar duas hashtags diferentes durante uma campanha - #meetthefarmers e #mcdstories. Enquanto #meetthefarmers foi utilizada durante a maior parte do dia com sucesso, a #mcdstories não correu de acordo com o planeado. Retirámos a #mcdstories rapidamente e foi promovida por menos de duas horas. Uma hora depois de tirarmos a hashtag, o número de conversas acerca disso desceu de 1600 para poucas dúzias. Também é importante manter estes números em perspetiva. Houve 72,788 menções ao McDonald’s nesse dia, no total, das quais apenas 2% eram #McDStories.”
Mas hoje ainda é possível encontrar tweets fresquinhos com a mesma hashtag e embora a maioria se refira ao pesadelo de RP pelo qual a cadeia passou, ainda há quem a esteja a utilizar para partilhar críticas.
As críticas à McDonald’s não são de hoje – e a cadeia vai, certamente, sobreviver. Mas esta é uma lição para todas as marcas: quando pedimos à comunidade para falar, devemos estar preparados para o que vamos ouvir. Nas redes sociais, um único utilizador pode ter tanto peso como uma marca gigantesca – e as marcas têm de aprender isso. Quando lidamos com pessoas, o inesperado faz parte. Acontece. E esta é uma história que nunca devemos esquecer.
Fontes: Meios e Publicidade

Se mal pode esperar para ver as diferenças que a tecnologia irá trazer às nossas vidas dentro de cinco anos, não precisa de uma bola de cristal – basta espreitar as apostas que a IBM faz, todos os anos, no seu relatório “Next 5 in 5”.
É claro que, como todas as previsões, estas também não são infalíveis – e algumas delas são tão estranhas que parecem mais dignas de figurar num enredo de ficção-científica. Porém, certo é que algumas delas já provaram ser acertadas: como quando, em 2008, “a IBM previu que os consumidores passariam a ter uma palavra a dizer através da web – e teriam um feedback também através dela”. Para elaborar este relatório, a IBM baseia-as nas “tendências sociais e de mercado que se espera que transformem as nossas vidas, bem como nas tecnologias emergentes dos laboratórios da IBM em todo o mundo que podem tornar essas inovações numa realidade”.
Mas, então, o que podemos esperar para 2016?
1. Seremos os produtores da nossa própria energia
Esta é uma daquelas previsões em que é fácil acreditar. Segundo a IBM, cada um de nós se transformará numa verdadeira máquina geradora de energia, produzindo-a através dos nossos ténis de corrida, das nossas bicicletas e até mesmo graças à água que corre nos canos das nossas casas. “Tudo o que se move tem o potencial de criar energia”, explica o relatório. O avanço nesta área permitirá armazenar essa energia e utilizá-la, depois, para alimentar as nossas casas, escritórios e cidades.
2. Pass-quê?
E se, em vez de ter uma password para cada uma das suas contas, pudesse simplesmente dizer “abre-te sésamo!”? Num futuro próximo, a IBM espera que isto aconteça, à medida que a tecnologia se torna cada vez mais capaz de ler as nossas características biológicas. A leitura de impressões digitais já é, aliás, muito comum em várias empresas: a esta, deverão somar-se também a leitura da retina e a verificação da voz, como formas de comprovar a nossa identidade e acedermos às nossas contas online ou levantarmos dinheiro no Multibanco.
3. Não vamos dobrar colheres com o poder da mente – mas perto disso
Num momento está a pensar telefonar a alguém – e no momento seguinte a chamada é feita automaticamente. É isto que nos aguarda, segundo a IBM: atualmente, já há cientistas a trabalhar para descobrir a melhor forma de ligar os nossos cérebros a dispositivos como computadores e smartphones. “Os cientistas já começaram a desenhar auscultadores com sensores avançados para ler a atividade elétrica do cérebro, que podem reconhecer expressões faciais, os níveis de excitação e de concentração e pensamentos de outra pessoa sem que seja necessário fazer algo do ponto de vista físico”. Oh, a alegria de não ter de mexer um músculo!... Afinal, mexermo-nos para quê?
4. Todos juntos na internet
Avós, pais e filhos, ricos e pobres: todos terão acesso rápido e fácil a todo o tipo de informação. Segundo o IBM, a exclusão digital deixará de existir graças aos avanços na tecnologia móvel e ao preço reduzido dos telemóveis. No caso dos países emergentes, isto significará um acesso a informações essenciais, como previsões de tempo, e a serviços imprescindíveis, como por exemplo um serviço de saúde - à distância.
5. 20 mensagens de Spam? Viva!
Hoje, o spam é uma visita indesejada que despachamos, sem cortesias, para o lixo. Mas, de acordo com a IBM, daqui a 5 anos os emails não solicitados serão tão personalizados que nem sequer vão parecer Spam – e nós até vamos agradecer recebê-los. “Na realidade, o que acontecerá é que os sistemas serão capazes de filtrar e encontrar apenas os dados que são importantes e relevantes para nós, transmitindo-nos a informação que realmente precisamos sem que seja necessário procurá-la”. Parece invasão de privacidade? Deve ser só impressão...
Fonte: IBM

Ainda são poucos aqueles que já conseguiram espreitar, afinal, o que se passa no interior do Wavii, um novo site comunicado como sendo um agregador de notícias que pretende fazer uma espécie de fusão entre as redes sociais, como o Facebook, e os agregadores de notícias, como por exemplo o Google News.
Basicamente, o que o Wavii faz é agregar conteúdos recolhidos a partir de toda a internet e mostrá-los aos utilizadores de acordo com os seus interesses, que são definidos tanto pelo utilizador, manualmente, como a partir dos seus “Gostos” no Facebook. É, aliás, através da sua conta do Facebook que o utilizador faz login no Wavii. O resultado é um feed de notícias bastante semelhante ao do Facebook: só que em vez de ter acesso às notícias relacionadas com os seus amigos, o que o utilizador recebe é um feed dos tópicos que mais lhe interessam.
Os tópicos de interesse são agregados em categorias verticais – como Tecnologia e Entretenimento, as únicas atualmente disponíveis, embora o Wavii pretenda, em breve, incluir também Política, Desporto, Música, Cidades e Jogos – dentro das quais se encontram os interesses específicos de cada utilizador. O que o Wavii faz, nessa altura, é tentar eliminar a informação desnecessária e pouco útil em torno de cada tópico, “espremendo o sumo” das informações encontradas na internet e reduzindo os artigos aos factos: “Preocupamo-nos com o que aconteceu. Não queremos saber se a aquisição de uma empresa foi a mais aborrecida de sempre, só nos interessa saber que ocorreu essa aquisição”, explica o fundador da Wavii, Adrian Aoun.

O objetivo é tornar o Wavii uma espécie de “Facebook do Google”: “O feed do facebook provou ser a melhor forma de nos ligarmos e estarmos a par do que se passa com os nossos amigos, mas é limitado aos amigos. Os utilizadores também querem ver o resto da informação dessa forma, quer sejam os seus interesses em política, filmes, cidades ou startups. O Wavii permite que sigam tudo o resto (políticos, celebridades, companhias, produtos, etc). Em vez de verem os check-ins, fotos e atualizações do estado civil dos amigos, recebem notícias acerca da aquisição de companhias, trailers de filmes, etc”.
A informação reunida no Wavii vem de mais de um milhão de fontes online, de modo a gerar conteúdo personalizado para os utilizadores. Além disso, o objetivo é também fazer com que cada novo “post” no Wavii funcione como um despoletador de conversas acerca do que se está a passar no mundo, pelo que o site integra, também, uma função de conversação.

Fontes: Techcrunch

Sabe aquela história que tem guardada na gaveta? Prepare-se, porque ela pode ajudá-lo a ganhar 500 mil dólares (qualquer coisa como 384,6 mil euros). Tudo o que tem de fazer é apresentar um vídeo, com duração até 15 minutos, entre 2 de fevereiro e 31 de março, no YouTube.
O concurso, chamado “Your Film Festival”, está aberto a vídeos de todos os géneros, estilos e formatos: pode ser uma curta-metragem, um episódio para uma série… enfim, tudo o que se lembrar, desde que conte uma história e respeite o tempo máximo de duração.
Entre 1 de junho e 13 de julho, o júri escolherá os 50 semi-finalistas: destes, os 10 mais votados serão exibidos no Festival Internacional de Cinema de Veneza. Finalmente, o vencedor será selecionado por um júri liderado por Ridley Scott, o realizador de filmes como “Gladiador” e “Blade Runner – Perigo Iminente”, ganhando, para além do prémio em dinheiro, a oportunidade de ver um projeto pessoal ser produzido pelo realizador.

Na pequena cidade brasileira de Epitaciolândia, pertinho da fronteira com a Bolívia, ninguém falava de outra coisa: todos aguardavam, expectantes, a abertura do “Facebook”. Não da rede social, claro: essa, já chegou ao Brasil há muito tempo, fazendo do país o quarto na tabela dos que mais utilizam o Facebook, com cerca de 35 milhões de perfis no final de 2011.
O que os habitantes e vizinhos de Epitaciolândia esperavam era a abertura do bar que, à porta, mostra o nome “Facebook”, com a mesma fonte utilizada pela empresa de Zuckerberg e tudo. A ideia foi de Humbert Camacho, de 30 anos, que decidiu criar um bar onde o conceito do Facebook ganhasse vida, baseado, portanto, na partilha de ideias, aventuras, amizades, festas e fotografias: “o que quisemos fazer foi construir um bar com este conceito, onde as pessoas possam vir e partilhar coisas com os seus amigos, passar uma noite agradável, partilhar imagens, experiências e divertir-se”. Para tornar a experiência ainda mais próxima da rede, o bar terá uma página no Facebook onde os clientes poderão fazer o upload de imagens, em tempo real, mostrando aos outros tudo o que se passa no interior.
Por enquanto, o Facebook ainda não reagiu, mas o melhor é Camacho aproveitar ao máximo os seus cinco minutos de fama enquanto pode…
Fonte: Guardian
Inicialmente pensadas para mulheres, as máquinas Kodak rapidamente criaram um novo ícone - a rapariga Kodak - que se tornou praticamente inseparável de todas as suas campanhas. Num adeus à Kodak, o Guardian recordou alguns desses momentos.












Se tem publicidade no seu site, atenção: a Google anunciou que vai começar a punir no seu motor de busca as páginas que contenham demasiada publicidade.
A decisão, anunciada no blog da Google, foi tomada depois da empresa concluir que a publicidade excessiva torna mais difícil a navegação dentro das páginas, levando alguns utilizadores ao quase desespero.
Segundo a Google, “esse novo aperfeiçoamento de algoritmo tende a ter impacto nos sites em que existe apenas uma quantidade pequena de conteúdo visível ou em que o conteúdo relevante é levado para baixo por grandes blocos de publicidade”. Assim, as páginas que forçam os visitantes a baixar a barra para conseguirem visualizar o conteúdo serão penalizadas.
Esta decisão deverá afetar menos de 1% das buscas, prevê a Google. E se uns batem palmas, outros, claro, protestam. Ainda assim, a Google deverá mesmo avançar com o projeto - e o utilizador comum agradece.
Fontes: Diário Digital
Basta abrir um jornal (online ou não) para saber que os EUA abriram guerra à pirataria na internet. Até aqui, nada de novo, não fosse a nova proposta de lei, a SOPA (Stop Online Piracy Act) ameaçar, seriamente, o funcionamento da internet como a conhecemos.
Criada por Lamar Smith, um republicano da Câmara dos Representantes dos EUA, a SOPA pretende censurar, dentro do território norte-americano, todos os sites suspeitos de divulgar conteúdo protegido por direitos de autor. A proposta é mais grave do que possa parecer à primeira vista. Afinal, a circulação de conteúdos protegidos é muitíssimo comum online: tanto que o próprio autor da SOPA seria condenado, caso a lei entrasse em vigor. Sim, leu bem. Não foi preciso muito tempo para que se viesse a descobrir que Lamar Smith tinha, no seu site, uma fotografia onde não figuravam os créditos – e cujo autor não deu a Smith qualquer autorização para a publicar.
Entre os oponentes a esta lei estão, praticamente, todos os nomes da internet: Google, Facebook, Twitter, Wikipedia, o conhecido grupo de hackers Anonymous e, claro, milhões de cibernautas por todo o mundo. No dia 18, cerca de 7 mil sites encerraram os seus serviços, na quarta-feira (como a Wikipedia, que fechou a sua página em inglês) ou alteraram o design das suas páginas para demonstrar a sua adesão ao protesto (como a Google e o Mozilla).
Não espanta, assim, a decisão do grupo Anonymous, que atacou vários sites dos EUA depois de o procurador do Estado da Virginia ter decretado, ontem, o encerramento do site Megaupload e a detenção do seu fundador, Kim Dotcom. O site da Universal Music Group (que, há pouco tempo, entrou em litígio no tribunal com o Megaupload), do Departamento de Justiça dos EUA, da Associação de Estúdios de Gravação dos EUA, o seu equivalente para o cinema e ainda a página do órgão federal de direitos de autor foram os alvos dos ataques do grupo de “hacktivistas”
“Somos Anonymous - Deviam estar a contar com isto #Megaupload”, escreveu o grupo na sua conta do Twitter. O encerramento do site Megaupload gerou uma onda de protestos de muitos utilizadores e fãs do site, especialmente daqueles que pagavam para ter acesso a contas “premium” e que se perguntam, agora, se verão o seu dinheiro devolvido.
Certo é que, entre toda a polémica, a SOPA (bem como a PIPA, outro projeto lei que pretende controlar e proteger os direitos de autor) tem vindo a perder adeptos entre os políticos. A própria Casa Branca já criticou ambas as propostas, através de três especialistas em tecnologia, considerando-as “demasiado amplas”.
Fontes: Jornal de Notícias
Site Oficial
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