Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

Talvez por o design estar em todo o lado se torne difícil avançar com uma definição consensual para o mesmo. É frequente observarmos definições que por serem demasiado abrangentes não caracterizam exactamente o âmbito da sua acção, assim como o contrario. Segundo o designer Richard Seymor, fazer design é “tornar as coisas melhores para as pessoas”. Esta abordagem enfatiza um aspecto fundamental do design: o seu foco numa utilização prática, pensada para resolver problemas quotidianos das pessoas. Assim sendo, o design pode ser visto como uma actividade que converte uma simples ideia num utensílio ou num serviço iminentemente útil.

 

Enquanto os cientista podem inventar tecnologias, os manufactores produtos e os marketeers fazerem com que estes sejam vendidos, apenas os designers podem aproximar-se de todas estas áreas e tornar um simples conceito num produto desejável, comercialmente viável e que acrescente valor á vida das pessoas. Ainda assim, existem, muitos preconceitos em relação ao design, relacionando-o frequentemente com estilo e com a moda. Por esse motivo, muitos encaram-no como algo de superficial que está restringindo á aparência das coisas e que por isso deve apenas ser considerado no final do processo  de fabrico de um objecto. No entanto, o bom design não diz respeito apenas ao aspecto visual de um produto mas sim ao seu todo. A estética é, obviamente, importante mas é apenas uma parte de um processo mais complexo.

O design rodeia-nos e está muitas vezes onde não imaginamos que pudesse estar. Este influencia grande parte do nosso dia a dia em pequenos gestos que nem nos damos conta, seja no local de trabalho em casa ou na rua. Simples acções, como abrir uma lata de conserva, acender uma luz, ou atravessar uma passadeira. Porque funcionam, tomamo-las como garantias não pensando que existiu um trabalho prévio de experimentação e de erro. Porque, como já vimos, o bom design coloca em primeiro lugar as necessidades do utilizador. Assim sendo, descobrir o que os consumidores querem ou necessitam deverá ser a primeira tarefa do designer. A partir daí, o mesmo deverá desenvolver o seu trabalho com um misto de criatividade e visão comercial.

 

Deste modo, o design para ser bem sucedido comercialmente, não terá de ser obrigatoriamente novo ou impressionante mas, acima de tudo, eficaz.

Ao contrário dos artistas, os designers não podem simplesmente seguir os seus impulsos criativos. Estes últimos movem-se num ambiente comercial, o que significa que existem uma série de factores externos á sua criatividade que têm de ser tomados em conta. Colocando o ênfase na satisfação dos utilizadores, o design apresenta-se pois como uma importante ferramenta para qualquer tipo de negócio, uma vez que lhe acrescenta uma mais valia muitas vezes decisiva.



publicado por blatitudes às 11:10 | link do post | comentar

1 comentário:
De Anónimo a 31 de Maio de 2010 às 23:30
Penso, e espero que o design não sirva só "para resolver os problemas quotidianos das pessoas". Isso seria um grande aborrecimento...

Não existe bom design e mau design. Existe simplesmente design. E design é algo muito mais complexo e divertido do que os grandes senhores do marketing (que não pescam nada do assunto) tentam passar nos seus anúncios de carros e de plasmas, onde as coisas estão "carregadas de design"...seja lá o que isso for.

Design é criatividade, é resolver, e acima de tudo é questionar. Não se limita a ser uma nova disciplina, apenas ligada ao objecto físico, às cadeiras do IKEA e aos candeeiros em forma de espremedor de citrinos.

Felizmente design é mais que isso. E felizmente posso seguir os meus impulsos criativos.
Aqui vai um manifesto feito por um Designer, daqueles com D grande, e que me tem influenciado na maneira de ver o mundo:
http://www.brucemaudesign.com/#112942/

Parabéns pelos novos posts feitos no blog. É bom termos um espaço aberto a troca de ideias, um espaço de comunicação.


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