Terça-feira, 22 de Junho de 2010

Desta vez, nem é a Latitudes que aponta na direcção deste fenómeno: o Jornal Oje alerta os seus leitores empresariais para o ladro negro do fenómeno dos média sociais: a capacidade agregadora de opiniões que facilmente põem em causa a reputação de grandes marcas.

Aproveitando a notícia avançada pelo diário económico que põe em agitação realidade empresarial portuguesa, pode-se pôr em perspectiva as causas que nos levam a reiterar, vezes sem conta, nas páginas deste site, que as ferramentas do WebMarketing são armas altamente eficazes para a construção de notoriedade de uma marca.

Mas, num prisma pouco dado à Latitudes, mas em tudo sobejamente importante que importa sublinhar, as novas tendências de imagem de marca online estão a adquirir uma capacidade de manietação da opinião pública sem precedentes.

Todos nós concordamos com a expressão de que o “passa a palavra é a melhor forma de marketing”. A custo zero, tem-se a máxima confiança na informação transmitida, já que, aparentemente, o emissor não acarreta qualquer vantagem sobre a transformação que a informação veiculada incorpora no receptor da mensagem.

Também toda a gente pelo menos já murmurou a frase “qualquer publicidade é boa publicidade” e o que importa é sermos falados.

No entanto, com os actuais meios que traduzem e possibilitam um passa a palavra à escala planetária, o contagioso efeito bola de neve passível pelas novas ferramentas de comunicação online, os gigantes do mundo corporativo deixam de estar seguros, apesar de munidos de complexas estruturas de gestão de comunicação de crise e de departamentos de Public Affairs.

A exemplo disto, a gigante norte-americana Procter & Gamble, empresa que desenvolve marcas tão conhecidas para os consumidores portugueses como o detergente Tide e o material de barbear Gillete, está a braços com uma acusação feita por particulares sobre uma gama de fraldas lançada recentemente pela conhecida empresa e que está a abalar seriamente a sua reputação.

A acusação, apesar de não provada, tal como avança a agência noticiosa Bloomberg, iniciou-se em simples Blogs particulares de pais insatisfeitos, passou para uma cadeia de e-mails que circularam a nível mundial, terminando numa campanha acusatória “anti-Pampers” no Facebook, suportados por convincentes testemunhos de pais que viram, garantem, os seus filhos com problemas de saúde provocados por aquelas fraldas.

Estas gigantes corporações, habituadas que estão a lidar com pequenos focos de consumidores insatisfeitos, já têm mecanizados, nos seus departamentos de comunicação e marketing, processos de resposta que rapidamente reduzem e anulam estas insatisfações antes de tomarem proporções preocupantes.

Mas sabendo isto, o que terá mudado para que gigantes como a P&G, Johnson & Johnson e outras empresas internacionais estejam a ser apanhadas desprevenidas?

O problema destas grandes empresas é que as suas estruturas de comunicação, pesadas como são, demoram um pouco para se adaptar a novas tendências. Outro problema ausculta-se pela presunção inicial destes gigantes corporativos em acreditar na ideia de que cidadãos anónimos, com recursos limitados, são incapazes de os atingir de forma significativa.

A realidade mudou. A capacidade do passa a palavra é, agora, um ferramenta altamente poderosa no que toca à construção – ou destruição – da notoriedade e imagem de marca.

Nos tempos actuais, a defesa e construção da imagem através dos meios mais tradicionais da comunicação e marketing tem de ser acrescido pela nova ferramenta do WebMarketing, tal como antecipado pela Latitudes e pela sua recente adenda deste novo serviço no seu portefólio.

Para a Procter & Gamble, esta foi uma valiosa lição para melhorar a sua capacidade de gerir as suas comunicações de crise, atribuindo, agora, um grande valor às plataformas online, apercebendo-se da sua extraordinária capacidade para falar directamente com o consumidor.A sua resposta foi dada através do próprio Facebook, na página da empresa, numa mensagem suportada com um vídeo de um médico pediatra, respondendo directamente aos seus consumidores, assegurando uma resposta à altura do “boato”.

Importa demonstrar que a realidade empresarial portuguesa, tal como fica patente pelo destaque desta notícia, também poderá ser vítima destas situações, caso não prepare, convenientemente, a forma como a imagem da sua empresa, produtos e serviços, está a ser tratada no mundo virtual.



publicado por blatitudes às 14:28 | link do post | comentar

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