Terça-feira, 3 de Maio de 2011

 

 

Lançar uma campanha que aborde a forma física é, sempre, arriscado. Basta pensar no recente caso da Pepsi, quando a marca anunciou a “Skinny Can”, provocando a ira de associações e anónimos. Mas quando uma campanha contra a obesidade utiliza crianças como protagonistas, a polémica é ainda maior.

 

Foi o que aconteceu com a nova campanha Stop Chilhood Obesity, lançada pelo Georgia Children's Health Alliance.

 

 

Composta por outdoors e vídeos online, a campanha apresenta várias crianças obesas que partilham a sua história sob títulos como “Big bones didn’t make me this way. Big meals did” ou “Chubby kids may not outlive their parents".

 

“Fotografar os miúdos em grandes planos, fortes e monocromáticos, fazendo-os falar diretamente para a câmara, cria vinhetas surreais e hiper-intensas que funcionam como montagens de sessões de terapia. Ou confissões. Parece invasivo observar o Bobby sorrir e dizer “Adoro donuts, especialmente quando o sinal da Hot Donuts se ilumina. O meu favorito é o com cobertura”, escreveu David Gianatasio na Adweek, concluindo que a técnica, utilizada com crianças, “é simplesmente arrepiante” e que ficaria melhor no anúncio anti-drogas para adultos.

 

“Parece bastante cruel escolher alguns miúdos, ampliar-lhes as caras e espalhá-las por sinais gigantes ao longo da estrada”, considerou, também, Dodai Stewart, na Jezebel.

 

No entanto, Ron Frieson, o presidente da associação responsável pela campanha garante que, apesar das críticas, esta está a conseguir cumprir precisamente o seu propósito: gerar atenção e diálogo. Quando questionado acerca de potenciais problemas de auto-estima que as crianças nos anúncios pudessem vir a desenvolver, Frieson respondeu que “a auto-estima destas crianças já está afetada pelo facto de terem excesso de peso. Os estudos mostram que os miúdos querem conversa direta. Eles querem compreender o problema e é essa a mensagem que estamos, de facto, a transmitir a essas crianças”.

Mas os argumentos de Frieson parecem não convencer todos. Rebeca Phul, uma psicóloga especializada em discriminação devido ao peso, deu ao The Huffigton Post a sua opinião, considerando que “o estigma não é um motivador efetivo. Quer no caso das crianças como de adultos, se forem gozados ou estigmatizados, estes têm muito maior probabilidade de começar a comer de forma pouco saudável e evitar atividade física”. Como conclui Dodai Stewart, “por outras palavras, os anúncios podem fazer ricochete”, alimentando os tão indesejáveis “bullies”.

 

Para já, resta aguardar para observar os resultados desta campanha.

 

*Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico



publicado por blatitudes às 15:48 | link do post | comentar

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