Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011

 

“Mantém os teus amigos por perto e os teus inimigos ainda mais perto” – a frase de Sun-Tzu parece ter servido de inspiração a Dana Thornton, a norte-americana que se decidiu vingar do ex-namorado roubando a sua identidade no Facebook.

 

“Sou um escória com uma arma”, “Tenho herpes”, “Estou sempre pedrado” e “Gosto de prostitutas” foram apenas algumas das frases que Dana publicou no perfil falso que criou para o ex-namorado, um detetive da polícia de Nova Jersey. Para criar a página, a mulher socorreu-se de informações e dados confidenciais do ex-namorado. Mas a brincadeira pode sair-lhe cara.

 

O roubo de identidade é um crime em Nova Jersey. E se o facto de o ato ter sido praticado na internet gera alguma confusão – neste Estado ainda não existe legislação específica para a prática deste crime online – o juiz David Ironson parece determinado a mudar esta situação: no dia 7 de dezembro Dana será conduzida ao tribunal onde lhe poderá ser aplicada uma pena de até 18 meses de prisão.

 

Esta não é a primeira vez que o tópico do roubo de identidade online e cyber-bullying chama a atenção do público. Em 2006, uma rapariga de 13 anos suicidou-se num subúrbio de St. Louis, depois de ser humilhada numa página do MySpace, supostamente criada por um rapaz de com a mesma idade. Quando se descobriu a verdadeira autoria da página, o mundo não queria acreditar: por detrás do ecrã estava Lori Drew, a mãe de uma outra adolescente, que suspeitava que a rapariga andava a espalhar rumores sobre a sua filha. Lori recebeu uma condenação mas, em 2009, essa mesma condenação foi-lhe retirada pelo tribunal federal.

 

Nos Estados Unidos, apenas os estados da Califórnia e Nova Iorque têm penas previstas para o roubo de identidade online, pensadas para evitar casos como este.

 

Mais que o futuro de Dana, o que a comunidade discute, agora, é até que ponto estamos seguros nas redes sociais – e qual a linha que marca a separação entre uma brincadeira de mau-gosto e um ato ilegal com consequências potencialmente trágicas.

 

 

Fontes: PT Jornal

             Seattle Pi



publicado por blatitudes às 15:13 | link do post | comentar

1 comentário:
De Consultoria Informática a 3 de Novembro de 2011 às 17:54
Realmente a força das redes sociais é algo que impossível de controlar!


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