Terça-feira, 29 de Novembro de 2011
 

As mentes criativas são, também, mais propensas a contornar as regras de ética – quem o diz é a American Psychological Association.

De acordo com um estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology, as mesmas características que permitem às mentes criativas considerar novas possibilidades, gerar ideias originais e resolver conflitos de forma inovadora também podem ajudá-las a justificar o seu comportamento desonesto.

 

De acordo com os autores, as pessoas mais criativas são particularmente boas na ginástica mental que implica resolver um dilema onde estão envolvidas duas forças opostas: o desejo de maximizar o interesse próprio e o desejo de manter uma visão positiva de si mesmo. Na maioria dos casos, as pessoas criativas acabam por se portar de forma suficientemente desonesta para beneficiarem com isso, mas suficientemente honesta para manterem uma boa imagem de si mesmos enquanto seres humanos.

 

Para testar a sua teoria, os investigadores aplicaram uma série de testes a grupos de cerca de 100 pessoas cada. Primeiro, levaram a cabo testes que permitissem determinar os níveis de pensamento criativo e inteligência dos participantes; depois, atribuíram-lhes várias tarefas em que, facilmente, podiam fazer batota.

 

Num estudo, os participantes recebiam um teste de cultura geral, de escolha múltipla, que incluía perguntas como “Qual é a capital de Itália” ou “Quão longe consegue saltar um canguru?”. Nesta altura, os participantes eram informados de que receberiam uma quantia em dinheiro por cada resposta certa. Até aqui, tudo bem. A armadilha vinha depois: desculpando-se, a investigadora explicava que, acidentalmente, tinha copiado um teste resolvido e que, por isso, as respostas certas estavam levemente marcadas nos testes que os participantes tinham recebido.

 

Embora os participantes fossem levados a acreditar que era impossível detetar se tinham, ou não, feito batota, a verdade era outra - e os investigadores perceberam que as pessoas que tinham registado maiores níveis de criatividade no primeiro teste também tinham mais probabilidade de fazer batota ao responder ao teste. Mais que isso, a batota era independente da inteligência: as pessoas com níveis de inteligência mais elevados mas níveis de criatividade mais baixos não apresentavam um resultado especialmente desonesto.

 

Numa segunda experiência, os investigadores mostravam aos participantes uma linha na diagonal com pontos de cada lado e perguntavam qual dos lados aparentava ter mais pontos. Em metade dos 200 testes, era virtualmente impossível dizer qual dos lados tinham mais pontos – mas os participantes tinham sido informados de que receberiam 10 vezes mais dinheiro sempre que identificassem o lado direito como tendo mais pontos. Resultado? As pessoas mais criativas deram mais vezes o lado direito como resposta.

 

“Como a segunda experiência sugere, o tipo de desonestidade levado a cabo pelas pessoas criativas é frequentemente subtil: se não podes realmente dizer que lado tem mais pintas, então podia ser o lado direito. Então escolher o lado direito mais vezes do que o esquerdo não é fazer batota de forma flagrante, certo?”, explica um artigo da Time sobre este assunto.

 

Apesar dos resultados, os investigadores assumiram uma das limitações do seu estudo: a inclusão de pagamentos para certas respostas. Isto pode ter levado os participantes a fazer mais batota do que fariam em circunstâncias normais.

 

De qualquer forma, os investigadores não deixam de acreditar nos seus resultados: “os resultados deste artigo indicam que, de facto, as pessoas que são criativas ou trabalham em ambientes que promovem a criatividade podem colocar-se em maior risco quando enfrentam dilemas éticos”.

 

 

 

Fonte: Time



publicado por blatitudes às 17:32 | link do post | comentar

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