Quarta-feira, 7 de Dezembro de 2011

Como é habitual, o mês de dezembro significa, para a maioria dos meios, a altura de fazer o balanço do ano que termina e arriscar algumas previsões para aquele que se segue. O risco, claro, é grande: com mais de duas semanas para fechar o calendário, 2011 ainda pode guardar algumas surpresas na manga. E, num mundo cada vez mais veloz, quem é capaz de prever seja o que for?

 

Ainda assim, Dave Barrowcliff, consultor da Millward Brown (uma agência de pesquisa especializada em publicidade, marketing, comunicação e media), já lançou as suas apostas para o mundo digital em 2012. E, quer se venham a comprovar quer não, vale a pena saber as tendências que ameaçam ganhar terreno já no próximo ano – que é como quem diz, daqui a uns dias.

 

1.“Gamification” – ou, trocando por miúdos, como a lógica dos jogos vai invadir as grandes marcas.

 

As marcas vão tornar-se cada vez mais adeptas da lógica dos jogos. Significa isto que, de cada vez que abrir um site, vai ser desafiado com um quebra-cabeças, um jogo de memória ou um labirinto? Nada disso. O que Dave quer dizer com o conceito de “gamification” é que as marcas vão tentar seduzir os seus consumidores e fidelizá-los através duma mecânica de jogos em situações que não implicam jogos. Por exemplo? “Eu podia conseguir atingir o nível de Super Pai ao adquirir fraldas da Pampers durante cinco semanas seguidas (conseguindo, com isto, 10% de desconto), ganhar 50 pontos de cada vez que os meus amigos e eu comprássemos Special K na mesma semana, e atingir o nível de Mestre Ambientalista (ganhando, com isso, acesso a ofertas “verdes”) ao reduzir a quilometragem do meu carro e reabastecê-lo na BP”.

 

2. A "carteira-telemóvel" vai espalhar-se

 

Por aqui, estamos céticos de que 2012 marcará mesmo o fim do tradicional porta-moedas, pelo menos em Portugal, mas Dave afirma que no próximo ano assistiremos a um crescimento exponencial dos pagamentos via telemóvel. “Os telemóveis estão a tornar-se o centro das nossas vidas. Vamos usar os telemóveis para efeitos de identificação – licenças, passaportes, passes; como chaves para aceder aos nossos bens, como cartões de embarque e como bilhetes – tudo com um simples toque.”

 

3. A TV e os Media Sociais fundem-se para proporcionar ao espetador uma experiência mais interativa do que nunca

 

“As tecnologias e ferramentas sociais que permitem às pessoas interagir com programas de televisão vão explodir em 2012. Vão surgir inovações que permitirão que as pessoas se liguem aos programas de formas que nunca imaginámos”, explica Dave.

 

4. O vídeo online vai invadir a sala de estar

 

Segundo Dave, depois do império do vídeo online, no computador, este vai regressar à sala de estar, graças ao crescimento de tecnologias apropriadas a este tipo de produtos. Exemplos disso são a Boxee, a Apple TV e a Google TV.

 

5. O marketing móvel vai torna-se mais social e local

 

SoLoMo: este é o conceito a decorar. Funde Social, Local e Móvel e, aparentemente, é mesmo o futuro do marketing, combinando relevância, a localização e o timing. Segundo Dave, o SoLoMo vai prevalecer em aplicações geo-sociais já existentes, como o Foursquare, o Shopkick e o Yelp. Além disso, grupos de compras como o Grupon vão focar-se mais em aplicações e prestar alertas em tempo real acerca de negócios locais. Dave acredita, ainda, que as marcas vão criar as suas próprias aplicações para serviçoes de geo-localização e redes sociais: “o marketing móvel puro vai ser trocado por estratégias de SoLoMo”.

 

6. Crescimento: a única tendência nas aplicações que realmente importa

 

Dave acredita que, em 2012, vamos assistir à promoção de aplicações em vários media e a um uso inteligente do eco nas redes sociais para criar a próxima estrela das aplicações. “Esperem um tsunami de pedidos de utilizadores que têm um smartphone pela primeira vez e que desejam explorar o seu novo aparelho. Os anúncios em aplicações serão mais ricos e vão esbater as barreiras entre o móvel, o online e a TV. O HTML5 vai reduzir os custos do desenvolvimento de cruzamento de plataformas e permitir que as aplicações sejam descarregadas diretamente dos editores, libertando-as das restrições da Apple. A história das aplicações não terminou – está apenas a subir para o próximo nível.”

 

7. O comércio eletrónico de bens de consumo embalados vai apostar nos veículos tradicionais de marketing

 

À medida que o comércio eletrónico de bens de consumo embalados se torna cada vez maior, vamos assistir a um aumento de publicidade nos media pagos. Os media sociais podem ser usados para gerar atenção em volta deste tipo de comércio enquanto as ofertas especiais podem promover a venda de novos produtos, online, antes ainda de eles chegarem às prateleiras. “Os marketers de bens de consumo embalados devem aproveitar os avanços tecnológicos, mas o “comércio social” precisa de uma abordagem cautelosa. Se há demasiado foco no marketing em vez da preocupação com a prestação de uma experiência, os consumidores vão votar com as suas carteiras ou pior – com as suas bocas. Os fãs, primeiro que tudo, querem desfrutar de uma relação genuína e de um sentido de comunidade”, alerta Dave.

 

8. Os gráficos sociais vão gerar dados valiosos para se poder medir uma marca

 

Hoje em dia, as plataformas sociais já disponibilizam gráficos de modo a medir o sucesso de uma marca online e permitir aos seus administradores aumentar o seu valor. “Geramos constantemente fluxos de dados que dão aos marketers uma perspectiva mais rica dos hábitos e atitudes dos consumidores”, continua Dave. O consultor conclui que “à medida que a adoção dos media sociais se torna mais abrangente, esta irá funcionar como um barómetro cada vez mais preciso acerca das opiniões dos consumidores. Esta é a época dos Grandes Dados e as marcas vão crescer graças a isso”.

 

9. O preço do acesso “gratuito” vai estar sob os holofotes

 

Os consumidores serão confrontados com a opção de pagar para gerir a forma como os dados acerca da sua atividade online são partilhados. As opções podem incluir pagar por aplicações que gerem a sua identidade ou pagar para aceder a conteúdo que, de outra forma, seria gratuito. Outra opção é simplesmente deixarem as redes onde a partilha de informação é o custo para entrar. À medida que as marcas usam os nossos dados de formas que não esperamos ou aprovamos, podemos começar a ver a confiança a decrescer.



10. A importância da partilha como medida da influência

 

Num future próximo – 2012 está já aí, afinal – o tráfego online será baseado no conetúdo e não definido pela plataforma em que se insere. “Vemos esta tendência nos botões de partilha que se encontram em muitas páginas na net. Enquanto a “partilhabilidade” é uma ideia relativamente nova, conceitos como a “viralidade” já se assumiram como medidas do sucesso online há algum tempo. A capacidade de medir esta “partilhabilidade”sera usada para determiner os níveis de influência e perceber melhor como viaja a informação. As marcas que criarem os conteúdos mais inovadores e apelativos vão beneficiar desta partilha”.



11. China: a convergência do micro-bloggind, redes sociais e portais de informação

 

Redes sociais como a Ren Ren e a Kaixin, serviços de micro-blogging como o Weibo (que entre dezembro de 2010 e junho de 2011 cresceu 200%) e os portais, vão convergir de modo a oferecer ao público chinês uma solução integrada de comunicação online.



12.  Publicidade online: as decisões em tempo real vão assumir o protagonismo

 

“2012 vai ver um aumento da demanda por conhecimento de campanha em tempo real, alimentando a emergência de processos de tomada de decisão inteligentes e automáticos para otimização das campanhas”. Assim, as agências vão ser confrontadas com o desafio de criar soluções que possam providenciar avaliações em tempo real e que possam adaptar e otimizar as campanhas de forma criativa.  

 

 

 

Fontes: Contagious Magazine



publicado por blatitudes às 16:01 | link do post | comentar

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