Segunda-feira, 19 de Março de 2012

 

A Associação Portuguesa de Direito do Consumo propôs, a semana passada, que se proíba a publicidade dirigida a menores de 12 anos. A medida, que já está em vigor em alguns países “mais desenvolvidos”, teria como objetivo promover uma “higienização social”, tendo benefícios tanto no endividamento do país como nos hábitos alimentares dos mais novos e disciplina nas escolas.

 

Paulo Morais, presidente da Comissão Criança & Consumo da APDC explicou que, assistindo as crianças, em média, a três horas de televisão diária, cada um destes menores está exposto a cerca de 26 mil anúncios por ano – uma “verdadeira lavagem ao cérebro”.

 

Em 2005, a DECO/ PRO TESTE concluiu que, durante a programação infantil, o espaço publicitário apelava, sobretudo, ao consumo de alimentos pouco saudáveis, como bolos, bolachas, cereais de pequeno-almoço açucarados a aperitivos salgados. Quatro anos mais tarde, porém, 26 das maiores empresas da área alimentar em Portugal assinaram um conjunto de compromissos, inclusive ao nível do marketing e publicidade, no sentido de contribuírem para uma vida mais saudável. Entre outras metas, as empresas focaram-se no target infantil, comprometendo-se a rejeitar a publicitação de “géneros alimentícios a crianças menores de 12 anos através da televisão, publicações e Internet, excetuando-se os produtos que preencham critérios nutricionais que tenham por base evidências científicas aceites e/ou recomendações nutricionais, nacionais ou internacionais, aplicáveis”, bem como a privar-se de “efetuar comunicação comercial relacionada com produtos alimentares em escolas do primeiro ciclo, exceto quando especificamente solicitada pela ou acordada com a escola e se destinar a fins educativos.”

 

Se o controlo sobre a publicidade a produtos alimentares destinada a crianças já evoluiu, o mesmo não se pode dizer sobre os anúncios a brinquedos. Embora a APDC lhes aponte o dedo, acusando-os de ajudar o endividamento das famílias e, no caso de anúncios mais agressivos, promover a indisciplina, já Luísa Agante, especialista em marketing infantil do Instituto Português de Administração de Marketing, não concorda: “não há estudos que comprovem o nexo de causalidade da influência deste tipo de publicidade nas crianças. Elas podem pedir tudo o que veem, mas os pais têm a liberdade de dizer que não”, referia, em entrevista ao Diário de Notícias, em junho de 2010.

 

Com ou sem consenso geral em torno desta questão, a APDC já transmitiu ao Comité Económico e Social Europeu as suas preocupações, afirmando a necessidade de harmonizar a legislação em matéria de publicidade infanto-juvenil.

 

 

Fontes: Meios & Publicidade 

             Diário de Notícias 

             Deco/Pro Teste



publicado por blatitudes às 10:31 | link do post | comentar

Links

Site Oficial
Latitudes - Comunicação Integrada de Marketing

Redes Sociais

twitter facebook delicious flickr
Novembro 2012
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29


Os últimos blá blás

Ao cyberbullying, os estu...

Comunicação cara a cara c...

Laina: a nova sensação do...

Facebook testa novo forma...

Instagram lança perfis na...

W+K lança série de desafi...

Samsung reafirma lideranç...

As piores passwords de 20...

Quase 9 em cada 10 imagen...

Facebook lança páginas gl...

arquivos

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

tags

todas as tags

Networked Blogs
blogs SAPO
Google Analitycs
subscrever feeds