Segunda-feira, 14.05.12

 

 

 

Uma imagem da modelo Isabeli Fontana extremamente bronzeada está a gerar indignação na Suécia. Isto porque a fotografia, utilizada para promover a linha de fatos de banho da H&M, estará a criar “um ideal de beleza que pode matar”, critica a Swedish Cancer Society, acrescentando que, anualmente, na Suécia, morrem mais pessoas por causa do cancro de pele do que em acidentes de trânsito.

 

 

 

Esta não foi a única organização a dirigir críticas à nova campanha da cadeia de pronto-a-vestir, levando mesmo a H&M a divulgar um pedido de desculpas público: "Lamentamos se aborrecemos alguém com a nossa recente campanha de linha de fatos de banho. Não foi nossa intenção mostrar um ideal específico ou encorajar um comportamento perigoso, e sim apresentar a nossa nova coleção. Tomamos nota das opiniões e continuaremos a discutir isso internamente antes de futuras campanhas”.

 

No entanto, as críticas não foram suficientes para gerar uma mudança na campanha da H&M que mantém a imagem no seu site

 

 

Fontes: Exame



publicado por blatitudes às 10:16 | link do post | comentar

Quarta-feira, 07.03.12

 

Um anúncio da União Europeia foi retirado depois de receber acusações de racismo. Em questão, está um vídeo em que uma mulher – branca – é atacada por três homens – aparentemente, um chinês, um indiano e um brasileiro. Levanta-se a pergunta: como é que a UE não previu este tipo de reação?

 

Concebido para uma audiência jovem, entre os 16 e os 24 anos, o anúncio tinha o objetivo de atrair esta faixa etária e “aumentar a sua curiosidade sobre a política da UE”, disse fonte da UE, mas o resultado ultrapassou, em muito e não de forma inteiramente positiva, o planeado.

 

Embora o vídeo comece com um ataque dos homens, aplicando as artes marciais próprias do seu país, tudo termina em bem quando a mulher se multiplica e todos se sentam, juntos, no chão. Num instante, a imagem da mulher, vestida de amarelo, converte-se nas estrelas do símbolo da UE. Segue-se a frase “Quantos mais somos, mais fortes nos tornamos”.

 

“O vídeo continha personagens típicas do género das artes marciais: mestres do kung fu, capoeira e kalaripayattu; começava com uma demonstração dos seus talentos e acabava com todas as personagens mostrando o seu mútuo respeito, concluindo numa posição de paz e harmonia. Este género foi escolhido para atrair os jovens e aumentar a sua curiosidade sobre uma importante política da União Europeia”, explicou a fonte da UE. Quanto às queixas de racismo, a mesma fonte referiu: “O vídeo não tinha qualquer intenção de ser racista e obviamente lamentamos que tenha sido entendido dessa forma. Pedimos desculpa a todos aqueles que se possam ter sentido ofendidos. Dada a controvérsia, decidimos parar imediatamente a campanha e retirar o vídeo”. Acrescente-se, ainda, que, segundo a UE, as reações do público-alvo, os jovens, foram “positivas, tal como as dos grupos de foco em que o conceito tinha sido testado”.

 

Mesmo com boas intenções, é de estranhar que a União Europeia não tenha sido capaz de prever este resultado. 

 

 

Fontes: Guardian  

 

(Relacionado: ANÚNCIO DO AZEITE GALLO NO BRASIL É ACUSADO DE RACISMO

                    

 

 

 

 



publicado por blatitudes às 12:09 | link do post | comentar

Quarta-feira, 01.02.12

 

É a segunda vez em menos de um ano que a L’Óreal vê um dos seus anúncios ser banido no Reino Unido.


Em julho do ano passado, a L’Óreal foi forçada a retirar as imagens publicitárias de Julia Roberts e Christy Turlington depois de Jo Swinson, do partido Liberal Democrata, ter apresentado queixa à ASA – Advertising Standards Authority. O motivo? Demasiado “photoshop”, levando a efeitos exagerados e enganando as pessoas acerca dos resultados dos produtos em questão.

 



Agora, a mesma Jo Swinson voltou a atacar uma campanha da companhia francesa, desta vez protagonizada pela atriz Rachel Weisz. O anúncio de imprensa, destinado a promover um creme anti-rugas, é composto por uma fotografia a preto e branco da atriz e pela seguinte frase: “A pele parece mais suave, a tez fica mais homogénea. Não é um facelift. É Revitalift.”

 



Segundo Swinson, o trabalho de pós-produção da imagem terá alterado substancialmente a fotografia original, conduzindo a uma ideia enganadora acerca da performance do produto. A liberal-democrata, que é co-fundadora da Campaign for Body Confidence (Campanha para Confiança no Corpo), acrescentou: “As indústrias da beleza e publicidade têm de parar de roubar os consumidores com imagens desonestas. Tem de haver muito mais diversidade na publicidade – diferentes tons de pele, formatos de corpo, tamanhos e idades. Os estudos mostram que as pessoas querem ver mais autenticidade por parte das marcas. As imagens podem ser aspiracionais sem serem falsas”.

 

“Embora consideremos que a imagem no anúncio não representa de forma enganadora a luminosidade e rugas do rosto de Rachel Weisz, consideramos que a imagem foi alterada de uma forma que altera substancialmente a sua pele de modo a fazê-la parecer mais suave e homogénea”, considerou a ASA, acabando por ditar que o anúncio seja, mesmo, retirado.

 

A L’Óreal já disse sentir-se muito desapontada com a decisão da ASA: “Não achamos que o anúncio exagera os efeitos que podem ser conseguidos com este produto”.

 

Embora o recurso a pós-produção das imagens seja uma realidade constante em todas as imagens publicitárias, há cada vez mais vozes que se erguem contra a utilização destes métodos e em defesa de modelos de beleza "reais" e alcançáveis. 

 

Fontes: Guardian

 

 


 



publicado por blatitudes às 10:23 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Terça-feira, 31.01.12

Um casal prestes a beijar-se: parece-lhe uma imagem chocante? E se o casal for composto por dois homens?

 



O Metropolitano de Lisboa parece achar que sim, já que recusou exibir, nas suas estações, as imagens publicitárias da rede social Manhunt, direcionada para o público masculino homossexual, justificando a sua decisão com o facto de não querer “ferir suscetibilidades”.

 

Iúri Vilar, o responsável em Portugal pela Manhunt, entrou pela primeira vez em contacto com a MOP (Multimedia Outdoors Portugal), que gere a publicidade no ML, há cerca de um ano. Com 60 mil utilizadores no nosso país, e um total de 6 milhões de utilizadores em todo o mundo, a rede pretendia conquistar novos membros e “atingir as pessoas que ainda estão no armário”.


Em outubro, foi asseando um contrato com a MOP que ditava que a Manhunt teria 15 múpis nas estações do Rato, Saldanha, Picoas, Marquês do Pombal, Cais do Sodré e Restauradores, mas a campanha que deveria iniciar em dezembro nunca chegou a ser colocadas nas estações do ML. Isto porque o ML não aprovou nenhum dos dois cartazes enviados pela Manhunt, argumentando que “os temas de teor sexual não estão autorizados nas redes”.


A primeira imagem recusada mostrava um casal prestes a beijar-se; já o segundo cartaz, enviado após a reprovação do primeiro, exibia dois homens, vestindo t-shirts, e um deles com o braço sobre os ombros do outro – também este recusado pelos motivos citados.

As imagens, iguais às que estão em cidades dos EUA e Rio de Janeiro, nunca causaram “nenhum problema”, explicou o responsável da Manhunt em Portugal, acusando o ML de “discriminação e homofobia”.

 


Mas o ML não aceita as acusações, afirmando que se trata de uma crítica “totalmente infundada”: “sempre que se coloque a dúvida de que a natureza dos produtos ou serviços em causa ou o teor da mensagem de uma campanha publicitária possam ferir suscetibilidades, é opção do ML não aceitar a divulgação da mesma na sua rede, independentemente da orientação sexual do respetivo público-alvo”.


Agora, a Manhunt pretende ver devolvido o pagamento embora, segundo Iúri Vilar, seja cada vez mais difícil falar com a MOP.


Resta ver de que forma o público vai reagir à notícia que está neste momento a começar a espalhar-se nas redes sociais. 

 

 

Fonte: P3 (Público)



publicado por blatitudes às 12:18 | link do post | comentar

“Troque os Maias pela Meyer” – este é o trocadilho que, tão cedo, a Fnac (e os seus clientes) não vão esquecer.

 

O slogan nasceu a propósito da sua campanha de trocas “A Cultura Renova-se”, em vigor desde 26 de janeiro, e que, na entrega de um livro, CD ou DVD, dá aos clientes um vale de desconto a ser utilizado na compra de um novo artigo do mesmo género (livro, CD ou DVD). Com um fundo solidário, a campanha tem ainda como objetivo a entrega dos artigos recolhidos à AMI. Mas embora o propósito possa ter agradado aos clientes, já o slogan escolhido para promover a campanha levou a uma onda de indignação que rapidamente se espalhou pelo Facebook, invadindo a página da marca em Portugal e os perfis de muitos utilizadores que optaram por exprimir, aí, o seu desagrado, partilhando uma foto onde se pode ler o polémico slogan.

 

 

“Esta frase da campanha é tão INFELIZ que fico a pensar que a OFENSA não é gratuita, nem casual… comprara papel higiénico estrangeiro com um nome maior da literatura portuguesa?”, comentava um utilizador.

 

Outro, reagiu com o comentário: “FNAC, para começar uma lição: Existe uma diferença clara entre "livros velhos" e "literatura clássica". Depois, é com base neste tipo de filosofias e de ideias iluminati que nasceu o Novo Acordo Ortográfico... 
Uma curiosidade: Se é para trocar algo que, segundo vocês, não presta por algo novo, que tal renovarem o vosso Departamento de Marketing!? Visto que são completamente iletrados.... Uma ideia: Em vez de trocarem livros.... que tal na compra de um clássico, oferecerem um desconto na compra de um livro recente? A diferença (desconto) poderia ir para a AMI na mesma... Assim, estimulava-se a leitura dos clássicos e, isso sim, seria inovador...
Para terminar, uma "dica": Se querem ser respeitados em Portugal, respeitem a nossa Cultura.... Não vos pedimos mais. Afinal, se o têm feito, qual a razão desta ideia triste? Não somos assim tão maus consumidores dos vossos produtos!!! 
Fica na esperança que tenha aprendido esta lição e que não a repitam no futuro... Continuação de um trabalho fantástico que têm feito, excepto este detalhe, é claro!!!!”

 

E, claro, houve ainda quem garantisse não voltar à Fnac, assegurando: “Livraria Portugal serás a minha eleição!!! Adeus Fnac!”

 

Mas entre os muitos comentários furiosos, houve também muitos que defenderam a FNAC, acusando os “protestantes” de hipócritas e incultos: “A FNAC mudou a vida de milhares de portugueses. A FNAC colocou mais portugueses a ler. Disso não tenho dúvidas. Acho que este país é constituído por uma cambada de cínicos que o nosso GRANDE EÇA DE QUEIROZ tão bem caracterizou. A FNAC cometeu um erro para alguns de vós. Alguns que provavelmente nem "Os Maias" leram. A FNAC não merecia o que lhe estão fazer. A FNAC democratizou a cultura como poucos em Portugal democratizaram. A FNAC não merecia que os portugueses a tratassem da forma com a estão a tratar nas redes sociais. E tenho dito.”

 

 

Certo é que a marca soube lidar com a situação como poucas até agora, publicando a seguinte nota na sua página:

 

Caros Fãs,

 

Gostaríamos de começar por esclarecer que a FNAC respeita a opinião dos fãs e nunca apaga comentários do seu Facebook, seja qual for o conteúdo da mensagem.

 

A Campanha de Trocas FNAC tem como objetivo incentivar o interesse do público em geral por novos produtos e conteúdos culturais nas áreas da música, dos filmes e dos livros.

 

Com esta campanha a FNAC pretende mobilizar as pessoas para um gesto solidário que oferece, simultaneamente, uma mais-valia promocional em que todos os livros, mas também filmes e álbuns de música que as pessoas têm em casa e que já leram, viram e ouviram possam ser reutilizados ao serem oferecidos a quem, provavelmente, nunca teve a oportunidade de contactar com essas mesmas obras clássicas, das várias áreas da cultura.

 

Acontece que a ideia desta campanha assenta num aproveitamento das semelhanças fonéticas dos títulos das várias obras emblemáticas, com um tom humorístico mas sem qualquer intenção de juízo de valor e sem nunca pretender desvalorizar as obras citadas.

 

Tendo em conta a reação dos nossos fãs, iremos retirar este tema da campanha. Aproveitamos para apresentar as nossas sinceras desculpas pelo desconforto que possa ter causado um dos temas da campanha.

 

FNAC Portugal

 

Entretanto, a FNAC já retirou, mesmo, a frase das suas lojas e tem sido aplaudida pela forma como geriu o sucedido, mesmo pela parte de quem a criticou pela campanha, sobretudo por não ter recorrido à eliminação de comentários – algo comum nestes casos.

 

 

Fontes: Diário de Notícias



publicado por blatitudes às 11:04 | link do post | comentar | ver comentários (3)

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